Trick or Treat II

This is Halloween, this is Halloween!!! Não se vão assustar, continuem a ler e “deliciem-se” com as maravilhosas iguarias desta quinta-feira!!!

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Estes túmulos não são mais do que um delicioso brownie e bolachas! Para as placas, basta fazer uma receita básica de bolachas e cortar com a forma e dimensão apropriada às fatias de brownie. Quanto ao brownie, derreter meia tablete de chocolate negro com 250g de manteiga sem sal; deixar arrefecer. À parte, misturar muito bem 4 ovos e 350g de açúcar. Juntar a mistura de chocolate já fria, e por fim envolver muito bem 150g de farinha, uma pitada de sal e 1 colher de fermento. Levar ao forno a 175ºC cerca de 45min, numa forma rectangular untada com manteiga e farinha.

ImagemE porque não aproveitar as aparas do brownie, fazer pequenas bolas, fundir um pouco de chocolate e fazer estes simples popcakes? Esticando um pouco de massa de açúcar branca, cortar círculos e cobrir a parte de cima dos popcakes, dando forma a estes fantasmas! Depois, molhando um palito no chocolate derretido, fazer olhos – basta dar asas à imaginação!

ImagemPara as múmias bastam salsichas e tiras de massa folhada – e depois um pouco de mostarda para fazer os olhinhos!

ImagemMais simples que as múmias, só as aranhas!! Oreos, gomas para fazer as patinhas e smarties para os olhos!

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Trick or Treat I

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Esta atividade é uma das principais tradições do Halloween. Supõe-se que a tradição britânica e irlandesa de pedir o “soul cake” (bolo das almas) terá dado origem à tradição do trick or treat nos Estados Unidos. O trick or treat foi um dos últimos elementos a ser associado à celebração do Halloween nos EUA. Os primeiros registos remontam ao ano de 1920, mas só começou a ser depois da campanha Trick or treat for Unicef em 1950.  Hoje a atividade é popular um pouco por todo o mundo, e equivalente ao Pão-por-Deus, que tem lugar no Dia de Todos-os-Santos. O melhor é começar a preparar algumas guloseimas para dia 31, antes que alguém lhe pregue uma partida!!!

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As bolachas são muito fáceis de fazer, basta adicionar o ingrediente fundamental: criatividade! Eu não sou, de longe, perita em artes plásticas, mas com paciência tudo vai lá! Nas abóboras, cortei com um copo um círculo de massa e deformei um pouco a forma para dar a ideia de caule. Quanto à pasta de açúcar, estiquei primeiro a massa, coloquei a bolacha já fria por cima e cortei com uma faca afiada o seu contorno. O resto foi elaborado cuidadosamente com chocolate derretido e um saco de pasteleiro! Processo semelhante para as teias de aranha (mas nestas já usei um cortador em forma de flor)!

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Doce de Tomate

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Doce de tomate é sem dúvida uma das maiores delícias do Outono – e também das mais simples! Longe vão os tempos em que sobravam muitos tomates da horta do meu avô, e ao entrar sábado à tarde em sua casa, o cheiro era delicioso – as minhas tias faziam uma panela enorme de doce de tomate, todos comíamos ao lanche e ainda sobrava para os “lanches da semana”!!!

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Eu só tirei a casca aos tomates, geralmente há quem tire as grainhas – mas a mim não me incomodam! Geralmente trituro com a varinha mágica antes de ferver, mas também se pode fazer depois. O truque está no tempo de cozedura (ou deverei dizer, de “fervedura”) – que é longo e não sei precisar. Também depende do gosto pessoal: compota mais ou menos espessa! O ideal é ir provando (também para ajustar o açúcar e a canela, conforme o gosto) e quando estiver com a consistência desejada, desligar o lume e deixar arrefecer. Quando estiver mais fresco, colocar uma panela com água ao lume e ferver os frascos de vidro onde se armazenará a compota. Tirar do lume, encher rapidamente e fechar bem os frascos. A validade é longa, mas conseguirá resistir ao doce de tomate com pãozinho e um chá, nestes dias que começam a ficar mais frescos??

 

Biscoitos de Chocolate Amendoim

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Um biscoito sabe sempre bem!! A denominação “biscoito” surgiu em França para descrever o pão que, amassado e novamente cozido, se transformava-se em pasta dura, visando a sua melhor conservação. “Biscoito” é justamente a junção dos termos “bis” e “cuit”, que significa “cozido duas vezes”. A popularidade do biscoito aumentou rapidamente em meados do século XVII quando, na Europa, se começou-se a servi-lo para acompanhar o chá. O progresso dos negócios dos biscoitos cresceu e isso alertou as vereações que viram aí uma boa fonte de renda em taxas e impostos. A partir de então, acelerou-se a busca por métodos e modos mais económicos e de maior rendimento no seu fabrico, iniciando-se, consequentemente, o processo de industrialização desse sector produtivo. A Inglaterra fabricava vários tipos de biscoitos que, inclusive, exportava para as suas colónias. Todas as cidades importantes dos Estados Unidos foram consumindo, pouco a pouco, o “biscoito para chá e café dos ingleses”. No período que antecedeu à independência americana, a indústria de equipamentos para o fabrico de biscoitos foi-se desenvolvendo, o que explica o crescimento do setor, nos anos que se seguiram à emancipação dos EUA. Daí em diante, a evolução fez-se de forma acelerada; até o nome “biscuit” foi abandonado e os produtos americanos foram rebatizados de “cookies”, originário do termo “koekje”, holandês, que significa “bolo pequeno”. (Fonte: Nestlé)

INGREDIENTES

1 chávena de manteiga sem sal

1 chávena de açúcar amarelo

¾ chávena de açúcar branco

1 colher de sopa de aroma de baunilha

2 ovos

3 chávenas de farinha

1 colher de chá de fermento

1 chávena de pepitas de chocolate (ou mais, para os gulosos)

1 chávena de frutos secos picados grosseiramente (usei amendoins, mas amêndoas, nozes ou avelãs devem ficar igualmente deliciosos!)

Li que esta era a melhor receita de bolachas de chocolate do mundo! A primeira pessoa que as provou, a minha companheira nesta aventura Erasmus disse: “Não sei se são as melhores do mundo porque não provei todas, mas estão muito boas!”…

Aquecer o forno a 180ºC. Misturar e bater bem a manteiga com os dois açúcares, juntar os ovos e a baunilha e homogeneizar. Juntar a farinha e o fermento e envolver bem. Misturar as pepitas e os frutos secos. Num tabuleiro, forrar com papel vegetal e colocar pequenas bolinhas de massa, afastadas cerca de 2cm entre si (cada um faz as bolachas do tamanho que gosta! Para a Sara fiz uma “big cookie” com uns 10cm de diâmetro). Cozer cerca de 10min.

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Nozes & Café

 

 

 

 

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Gosto muito, muito de café – do cheiro, do sabor, de partilhar um café com os amigos, onde falamos de tudo e de nada. Muitas vezes o cafezinho é acompanhado por algumas das minhas bolachas ou outras invenções culinárias. Esta é uma experiência nova, e o meu calcanhar de Aquiles confirma-se: tenho de arranjar urgentemente um/a sócio/a que consiga fazer coberturas bonitinhas e com alguma consistência!!!!

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INGREDIENTES

Bolo:

– 225g manteiga sem sal, à temperatura ambiente

– 225g açúcar (geralmente utilizo açúcar amarelo)

– 4 ovos

– 225g farinha com fermento

– ½ chávena de café expresso frio (aproximadamente 2 colheres de sopa; pode-se juntar mais ou menos conforme o gosto)

– Nozes picadas grosseiramente q.b.

Creme de manteiga e café:

– 150g manteiga sem sal à temperatura ambiente (para quem gosta de coberturas de queijo, como eu, trocar a manteiga por Philadelfia é sempre uma óptima opção – e certamente mais light!)

– 300g açúcar em pó (icing sugar)

– ½ chávena de café expresso frio (aproximadamente 2 colheres de sopa; pode-se juntar mais ou menos conforme o gosto)

– Nozes picadas grosseiramente q.b.

– 6-8 metades de noz

Ligar o forno a 180ºC; preparar uma forma rectangular com margarina e farinha (se só tiveres formas redondas não te preocupes, lê até ao fim!).

Começar por bater a manteiga com o açúcar, até formar uma pasta homogénea e ligeira; de seguida juntar os ovos um a um, lentamente, envolvendo bem; de seguida o café e por fim a farinha, aos poucos, até a massa ficar homogénea. Misturar as nozes picadas. Verter para a forma e cozer cerca de 30-40min. Desenformar e deixar arrefecer completamente.

TRUQUE: Fazer o bolo na noite de véspera, para que arrefeça totalmente até à manhã de servir.

Para a cobertura, bater a manteiga e o açúcar até formar uma massa ligeira; juntar o café e continuar a bater  – este seria o momento em que a textura do creme se assemelharia a chantilly, mas eu nunca consigo atingir esse ponto… No entanto, até hoje, nunca ficou nada por comer!!!!

Partir o bolo em rectângulos (se tal como eu tiveres uma forma redonda começa por cortar quatro pontas até obteres um quadrado; depois corta-o em rectângulos). Cortar, horizontalmente, cada rectângulo em três (ou simplesmente ao meio se o bolo não crescer muito). Entre cada camada colocar 1-2 colheres de sopa de creme e algumas nozes picadas. Por fim colocar mais um pouco de creme no topo e uma metade de noz. Et voilà! Servir com um belo café quentinho!!!

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Queques recheados com Nutella

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Não conheço ninguém que não goste de Nutella: à colherada, fazendo “castelinhos” com bolachas Maria, no pão, na carcacinha a meio da manhã… Por mais incrível que pareça, numa das mais belas praias algarvias (Vale Centeanes), num dia muito quente de Agosto, estava uma família (inglesa? americana? alemã? – não sei, mas era todos muito lorinhos) a preparar e, de seguida, a trincar, carcaças com Nutella e… Fiambre!!!! Para além da combinação nos parecer estranha, estavam pelos menos 40ºC e a Nutella parecia mais topping de chocolate!! Mas isto para reforçar a ideia de que, literalmente, todo o mundo adora Nutella!!! E então num destes dias pensei: porque não experimentar fazer queques recheados com Nutella??? A primeira tentativa, foi (quase) um sucesso: não sobrou nenhum cá em casa. Mas eu não estava satisfeita… Devido às diferenças de densidade, a Nutella, durante a cozedura, afundou-se toda e ficou no fundo do queque… Tinha de experimentar algo… Que de facto resultou! – Não deixes de ler o truque, após a receita!

INGREDIENTES (pode ser utilizada qualquer receita básica, mesmo com sabores mais fortes, como laranja ou limão, que contrastam com o chocolate; aqui está a que utilizei):

Aproximadamente 20 queques

– 225g manteiga sem sal, à temperatura ambiente

– 200g açúcar (geralmente utilizo açúcar amarelo)

– 4 ovos

– 225g farinha com fermento

– Nutella q.b.

Ligar o forno a 180ºC. Começar por bater a manteiga com o açúcar, até formar uma pasta homogénea e ligeira; de seguida juntar os ovos um a um, lentamente, envolvendo bem; por fim a farinha, aos poucos, até a massa ficar homogénea. Preparar as forminhas de metal e colocar dentro delas uma forminha de papel; deitar uma/ duas colheres de sopa em cada uma delas.

TRUQUE: Cozer uns 4-5min a base do queque, para formar uma capa ligeiramente rígida; retirar com cuidado e deitar por cima 1 colher de chá de Nutella (ou mais, conforme o gosto de cada um!). Tapar com 1-2 colheres de sopa de massa e, se se gostar, polvilhar o topo com amêndoas/ nozes/ avelãs picadas. Cozer no forno 15-25min, conforme a dimensão do queque.

CURIOSIDADES…

– Nutella foi criada pela empresa italiana Ferrero no ano de 1963. A receita foi desenvolvida a partir de um outro produto lançado pela Ferrero em 1944; atualmente é vendida em mais de 75 países.

– A origem do nome Nutella: a gianduia – que foi a pasta que deu origem à Nutella – tem o seu nome inspirado num personagem da Commedia Dell’Arte, um movimento teatral tipicamente italiano. Segundo a tradição, Gianduja era um personagem piemontês sempre sorridente, que andava pela cidade carregando uma “duja”, que no dialeto piemontês significa “pote”. A principal função da duja era armazenar vinho, mas existem aqueles que acreditam que o pote também tenha sido utilizado para guardar o creme de avelã. A ilustração do personagem Gianduja chegou a aparecer nos primeiros anúncios de Nutella.

– Napoleão e Hitler foram os responsáveis por viciar o mundo em Nutella!!! Em 1806, Napoleão tentou barrar o comércio britânico como forma de vencer a guerra. O resultado levou a que o bloqueio continental aumentasse o preço do chocolate absurdamente. Dessa maneira, os confeiteiros italianos da região de Turim começaram a adicionar avelãs picadas ao chocolate para que ele rendesse o máximo possível. Essa mistura ganhou o nome de “gianduia”. Um século depois, o chocolate voltou a ser um produto muito caro e escasso na Europa, como consequência da Segunda Guerra Mundial. Então, um confeiteiro italiano chamado Pietro Ferrero recorreu mais uma vez às avelãs para, em 1944, criar a “Pasta Gianduja” que seria rebatizada de “Nutella” em 1963.

– Uma questão de marketing… O produto tornou-se tão popular em Itália que os comerciantes começaram a oferecer degustações de Nutella a qualquer criança que aparecesse com um pedaço de pão. A acção ficou conhecida como “A Degustação” e foi uma estratégia de marketing de sucesso. Nem é preciso dizer que todos ficaram viciados no delicioso creme de avelã!

– Um sucesso mundial – a quantidade de Nutella vendida num ano é suficiente para cobrir mais de mil estádios de futebol!!!

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Happy Cookies & Cakes

HMK

Não há Geólogo que não goste de uma boa refeição! Por muito que gostemos de estar em campo, levar uma sandocha e um suminho, mal regressamos à “civilização” vamos logo procurar uma jola e um petisco (bem, eu dispenso a jola, como bem sabem). Pois é, sou (quase) Geóloga mas desde sempre que gosto de cozinhar. Principalmente no Natal e Páscoa, adorava ajudar a minha mãe na cozinha. Quando era pequena, lembro-me que adorava ir com a minha mãe comprar massa de pão crua e levedada, chegar a casa, fazer molho de tomate, cortar uns cogumelos com cuidado, fiambre, queijo ralado e aguardar ansiosamente à frente do forno por uma pizza maravilhosa (curiosa esta ASAE… lembro-me de comprarmos muitas vezes “carcaças” cruas nos supermercados e algumas pastelarias, vendia-se muito massa crua para fazermos, por exemplo, pizzas em casa… agora é proibido). Com uns aninhos mais, os bolos de aniversário da família começaram a ficar por minha conta, algumas das sobremesas… No verão, com as férias e sem “nada para fazer”, preparava alguns dos jantares, sempre com o cuidado de dispor a comida no prato com algum sentido, tentando imitar os chefs que conseguem tornar um simples prato de bife com batatas fritas e ovo a cavalo numa verdadeira obra de arte. Mas a minha predilecção sempre foi a parte da doçaria (e honestamente aquela que sempre me saiu melhor). Sem querer fazer publicidade a nenhuma marca (não me pagam para isso e, neste caso, passa-se exactamente o contrário!), a chegada da Bimby mudou a minha cozinha. Sou muito gulosa por bolachas, mas só tinha feito bolachas em casa no máximo duas vezes, pois a minha mãe passava-se: o processo de amassar, no meu/ nosso caso, implicava farinha voadora pela casa toda!! Pois é, com a Bimby o processo de amassar ficou muito facilitado! Comecei a experimentar algumas receitas simples de bolos, bolachas e sobremesas e a levar como sobremesa para a Faculdade (creio que as areias foram as primeiras de todas). As críticas eram sempre positivas, mesmo que pessoalmente não gostasse do aspecto (99% das vezes, embora o sabor fosse bom). Por vezes o problema residia na textura… Muito duro, muito esfarelado, muito cru, demasiado esturricado… Sim, sou muito crítica comigo própria! Ultimamente o mundo culinário tem-me deixado mais completa e feliz que a Geologia… Continuo a contribuir activamente para os aniversários de família e agora, cada vez mais, de alguns amigos; por sorte já consegui vender algumas das minhas bolachinhas e nesse mesmo dia depositaram em mim um grande voto de confiança: fazer 2kg de bolachas para a casa da noiva, antes do grande casamento! Tenho de deixar aqui um enorme agradecimento às duas senhoras que o possibilitaram!!!

Neste momento estou em Erasmus, em Madrid, a terminar a minha licenciatura. Os meus maiores críticos gastronómicos ficaram em Lisboa e Estremoz, e agora só podem “comer com os olhos”. Mas não consigo estar parada, e como tal todos os sábados faço algo para todos cá em casa (impus esta regra a mim mesma, só aos sábados; comigo vivem a minha colega, um professor de espanhol, um engenheiro aeroespacial e um advogado) – e a recepção tem sido muito positiva, as críticas idem!

Espero igualmente que este blog tenha uma boa recepção, provavelmente no início só para os amigos mais próximos, mas quem sabe se neste momento não estará alguém a ler que não faça a mínima ideia de quem sou! Podem-se rir com os desastres culinários, experimentar as receitas (faço sempre algumas pequenas alterações e dou sempre alguns truques), ler algumas curiosidades… Se quiserem encomendar alguma coisa, nada me deixaria mais feliz! Mas neste momento não garanto que os envios de Madrid para Portugal corram muito bem!!

Sugestões, dúvidas, críticas – escrevam-me! Terei todo o gosto em ler!