A Quinta do Arneiro

Mafra gajas (28)

Não sei se conhecem a Quinta do Arneiro mas aposto que, em caso negativo, pelo menos já ouviram falar. Este projecto (re)nasce de uma herança familiar e da grande força de vontade da Luísa. Hectares de terreno dedicados à pêra rocha vão sendo, a pouco e pouco, convertidos numa grande horta biológica (e de acolhimento – afinal, muitos dos trabalhadores são nepaleses). E tem dado frutos. E tem crescido. Podem ler um pouco da história da Quinta e da Luísa aqui (e nos links anteriores), mas nada substitui uma visita à Quinta e uma conversa com a própria. Ela faz questão de conhecer e conversar com os visitantes, e sente-se simultaneamente a sua paixão e orgulho neste grande projecto de vida.

Fui almoçar com algumas amigas à Quinta no passado dia 5 de Outubro, e como daí resultaram uma fotografias tão bonitas (pela lente da Sofia), achei que deveria partilhar convosco esta visita 🙂

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443 Milhões de anos depois… (II)

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O dia D. 443 milhões de anos depois, a Sofia é Doutora. Hurray! Um dia bastante ansiado, por ambas, por motivos muuuito distintos. Dizem as más línguas que um Doutoramento termina num Permanent head Damage… É algo que não quero comprovar, as dores de cabeça do Mestrado chegaram e sobraram 😛 Mas posso dizer-vos que conheci a Sofia no início desta aventura e tive o privilégio de acompanhar esta odisseia. Sim, odisseia! A Sofia encosta os deuses todos do Olimpo a um canto!!!! Nunca conheci pessoa tão determinada, entusiasta, que jamais baixa os braços, que cai e se levanta logo logo a seguir. Ficar parada é que não. A vida segue, corre, voa, e ela está lá. A viver. A Sofia e a sua Canon, a viver, a registar o momento, a partilhar. Se há pessoa verdadeiramente apaixonada pelo tema da sua tese, essa pessoa é a Sofia. Mas tal como no amor, há dias menos bons. Há dias em que apetece desistir. Há dias em que se quer estar sozinha, há dias em que se discute, se zanga, em que a insegurança se instala… Valem os outros. Em particular os dias de campo, que culminam com um banquete que, uma vez mais, faria os deuses do Olimpo roerem-se de inveja! Ficam as pessoas, por esse mundo fora, que partilham a mesma paixão. A paixão de entender o nosso mundo e todos os seus mistérios, há bem mais de 443 milhões de anos, altura essa em que não existiam plantas nem qualquer forma de vida fora de água! Conseguem imaginar?!

Parabéns Sofia! És grande! ❤