“Carquiñoles”

4Amêndoas. Uma perdição, já sabem. Já vos aconteceu fazerem uma receita e sentirem que estão a “viajar no tempo”, de volta à infância, transportados por um sabor? Lembro-me quando ia à já extinta Feira Nova às compras, e comprávamos um pacote de Rosegones para comer no carro. Pois a primeira “trinca” transportou-me de volta à Feira Nova e aos meus tempos de menina 🙂 Juro-vos que sabe tal e qual!

Almonds. My temptation, you know. Have you ever make a recipe and feel that it has the capacity to “time travel” you back to childhood, carried by a taste? I remember when I went to the now extint supermarket Feira Nova and my parents bought a package of Rosegones to eat in the car. In my first “crack” I was transported back to Feira Nova and to my childhood 🙂 I swear to you that it tastes exactly the same!

Palmiers & Pelegrina

blogSaída de campo – sinónimo de hora de almoço de partilha (de bens comestíveis mas, acima de tudo, de disparates!).

Field trip –  synonymous of sharing lunch (of edible goods but, above all, of nonsense!).

Cheesecake de Mirtilos

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Tenho que admitir: a tarde de sexta-feira não foi produtiva… Com o computador à frente, os cistóides foram substituídos por uma navegação aos meus blogues de comida preferidos, com a cabeça a fervilhar de pensamentos sobre qual seria a sobremesa do fim-de-semana. Já tinha um eleito, mas a verdade é que não me apetecia fazer gelado de novo… Algo fresco, sim, claro, que aqui já é mais do que verão – mas gelado não. Além disso no dia anterior tinha comprado mirtilos, e queria utilizá-los. Lembrei-me então de cheesecake, e a decisão ficou tomada!  Além disso tinha vontade de experimentar novos “formatos”, uma vez que parece estar na moda as doses individuais em copinhos.

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Não segui nenhuma receita, arrisquei inventar e ver como se comportaria o adoçante em pó em vez de açúcar. Por isso não vos sei dizer quantas gramas usei de cada ingrediente, pois foi tudo “a olho”:

– 2 embalagens de queijo creme (tipo Philadelfia) light

– ~3/4 de chávena de adoçante em pó (claro que pode substituir por açúcar!)

– ~ 8 bolachas (eu usei umas caseiras que tinha aqui, de limão)

– ~50g manteiga

– Sumo de 1/2 limão (opcional)*

– 200g de mirtilos (ou morangos, ou framboesas, ou amoras)

– 3 folhas de gelatina ou 2 folhas + 1 saqueta de gelatina em pó com sabor de mirtilo ou frutos silvestres (opcional)**

 

Preparação:

Comece por colocar duas folhas de gelatina de molho e por “esmagar” as bolachas, enquanto a manteiga amolece ligeiramente no microondas (se for como eu e se esquecer dela no microondas até estar completamente líquida, não tem problema, ela volta a solidificar); juntar o sumo de limão* à manteiga, as bolachas e misturar tudo muito bem. Cobrir uniformemente o fundo de uma forma com aro removível ou pequenas taças ou copos. No caso de ter derretido totalmente a manteiga, leve a refrigerar enquanto prepara o queijo. Numa taça grande deite as duas embalagens de queijo e o adoçante, e misture com a batedeira, como se fosse chantily, durante uns dois minutos. Numa pequena taça, coloque as duas folhas de gelatina, escorridas, e duas colheres de sopa de leite; leve ao microondas durante 5 segundos na potência máxima, e misture no preparado anterior. Deite na forma ou taças com a base previa de bolachas, e deixe refrescar até solidificar. Pode alternar com uma camada de mirtilos entre o preparado de cheesecake, fica delicioso! O ideal é preparar na véspera de servir!

Quando a mistura estiver totalmente solidificada, coloque os mirtilos bem lavados num recipiente alto e, com a ajuda da varinha mágica, reduza-os a puré. Leve ao lume esse puré com um pouco de adoçante em pó (esta fruta é ligeiramente ácida) e deixe ferver. No caso de querer uma cobertura sólida, que não escorra, junte a folha de gelatina (previamente amolecida) ou a saqueta de gelatina. Deixe arrefecer este preparado, com atenção para que não arrefeça demasiado e a gelatina solidifique! Verta por cima do preparado de queijo e refresque durante umas duas horas. Sirva bem fresco, acompanhado de alguns mirtilos!

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*Já fiz várias versões de cheesecake, incluindo a versão light da Bimby, com requeijão (é divinal!), e desta vez decidi, impulsivamente, juntar sumo de limão à base. Ficou delicioso, refrescante e o ácido do limão contrasta com o doce da cobertura, fica delicioso! Arrisquem que não se arrependerão!

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** No meu primeiro cheesecake, a cobertura não foi mais do que doce de frutos silvestres de compra… Foi na noite de passagem de ano de 2008 para 2009, e a verdade é que não sobrou! Decidi pela primeira vez utilizar gelatina na cobertura, para não “escorrer”, mas tenho que admitir que não gostei… Creio, por um lado, que uma saqueta de gelatina é demasiado para a quantidade de mirtilos (parecia uma goma), e por outro, senti falta do “molho”, que escorre e em que podemos “mergulhar” a fatia inteira de cheesecake, ah ah ah! Experimentem uma vez esta versão e decidam por vocês!

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Pequenas Grandes Ideias I

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Uma rubrica nova, que também se poderia chamar “O que raio vou fazer com os restos?!”… Bem, vou directa ao assunto. Não, não tirei nenhum curso de cozinha, mas a experiência às vezes é a melhor conselheira! Pois bem, aqui ficam duas pequenas ideias para reaproveitar esse resto de massa:

 

1. Taças para sobremesa… comestíveis!

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Para tal, basta esticar a massa e ter à mão algumas formas semelhantes às da fotografia!

 

2. Bolachas coloridas

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Experimentem misturar um pouco de corante em gel a esse resto de massa, e mesmo que não fiquei uma cor homogénea, poderão fazer pequenas bolachas divertidas! E porque não juntar mais que uma cor?

 

Et voilá! Juntando as duas ideias e uma bola de gelado, obtemos o (re)aproveitamento perfeito! E não sobra loiça para lavar!

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As bolachas do Roku

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Este é o Roku! Foi raptado por nós e acabou por se tornar a mascote do nosso Erasmus! O seu “paizinho” vem visitá-lo várias vezes, e tal como nós é um guloso! Estamos a fazer um album de fotos com o Roku e temos alguma que nem vos passam pela cabeça!!!! Para o pequeno-almoço de hoje o Roku teve bolachinhas de cacau e de canela, estas últimas um hit na minha cozinha, já tiveram quase todas as “formas e feitios”, saem sempre bem e a massa fica com a consistência que eu gosto para trabalhar. Uma boa ideia é fazer um molho delas e oferecer ao “dinasaurólogo”, eheheh!!!

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Happy Cookies & Cakes

HMK

Não há Geólogo que não goste de uma boa refeição! Por muito que gostemos de estar em campo, levar uma sandocha e um suminho, mal regressamos à “civilização” vamos logo procurar uma jola e um petisco (bem, eu dispenso a jola, como bem sabem). Pois é, sou (quase) Geóloga mas desde sempre que gosto de cozinhar. Principalmente no Natal e Páscoa, adorava ajudar a minha mãe na cozinha. Quando era pequena, lembro-me que adorava ir com a minha mãe comprar massa de pão crua e levedada, chegar a casa, fazer molho de tomate, cortar uns cogumelos com cuidado, fiambre, queijo ralado e aguardar ansiosamente à frente do forno por uma pizza maravilhosa (curiosa esta ASAE… lembro-me de comprarmos muitas vezes “carcaças” cruas nos supermercados e algumas pastelarias, vendia-se muito massa crua para fazermos, por exemplo, pizzas em casa… agora é proibido). Com uns aninhos mais, os bolos de aniversário da família começaram a ficar por minha conta, algumas das sobremesas… No verão, com as férias e sem “nada para fazer”, preparava alguns dos jantares, sempre com o cuidado de dispor a comida no prato com algum sentido, tentando imitar os chefs que conseguem tornar um simples prato de bife com batatas fritas e ovo a cavalo numa verdadeira obra de arte. Mas a minha predilecção sempre foi a parte da doçaria (e honestamente aquela que sempre me saiu melhor). Sem querer fazer publicidade a nenhuma marca (não me pagam para isso e, neste caso, passa-se exactamente o contrário!), a chegada da Bimby mudou a minha cozinha. Sou muito gulosa por bolachas, mas só tinha feito bolachas em casa no máximo duas vezes, pois a minha mãe passava-se: o processo de amassar, no meu/ nosso caso, implicava farinha voadora pela casa toda!! Pois é, com a Bimby o processo de amassar ficou muito facilitado! Comecei a experimentar algumas receitas simples de bolos, bolachas e sobremesas e a levar como sobremesa para a Faculdade (creio que as areias foram as primeiras de todas). As críticas eram sempre positivas, mesmo que pessoalmente não gostasse do aspecto (99% das vezes, embora o sabor fosse bom). Por vezes o problema residia na textura… Muito duro, muito esfarelado, muito cru, demasiado esturricado… Sim, sou muito crítica comigo própria! Ultimamente o mundo culinário tem-me deixado mais completa e feliz que a Geologia… Continuo a contribuir activamente para os aniversários de família e agora, cada vez mais, de alguns amigos; por sorte já consegui vender algumas das minhas bolachinhas e nesse mesmo dia depositaram em mim um grande voto de confiança: fazer 2kg de bolachas para a casa da noiva, antes do grande casamento! Tenho de deixar aqui um enorme agradecimento às duas senhoras que o possibilitaram!!!

Neste momento estou em Erasmus, em Madrid, a terminar a minha licenciatura. Os meus maiores críticos gastronómicos ficaram em Lisboa e Estremoz, e agora só podem “comer com os olhos”. Mas não consigo estar parada, e como tal todos os sábados faço algo para todos cá em casa (impus esta regra a mim mesma, só aos sábados; comigo vivem a minha colega, um professor de espanhol, um engenheiro aeroespacial e um advogado) – e a recepção tem sido muito positiva, as críticas idem!

Espero igualmente que este blog tenha uma boa recepção, provavelmente no início só para os amigos mais próximos, mas quem sabe se neste momento não estará alguém a ler que não faça a mínima ideia de quem sou! Podem-se rir com os desastres culinários, experimentar as receitas (faço sempre algumas pequenas alterações e dou sempre alguns truques), ler algumas curiosidades… Se quiserem encomendar alguma coisa, nada me deixaria mais feliz! Mas neste momento não garanto que os envios de Madrid para Portugal corram muito bem!!

Sugestões, dúvidas, críticas – escrevam-me! Terei todo o gosto em ler!