443 Milhões de anos depois…

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Não sei ao certo como começar este post, que título atribuir… Se calhar tenho que vos contar um pouco da história da minha amizade com a Sofia. Tudo começou em 2009, num fórum na internet chamado exames.org (ainda existirá?)… Sim sim, a Sofia foi a única pessoa que conheci pela internet, após a troca de longos e-mails (uma a terminar o secundário, a outra em Erasmus a terminar a licenciatura – como elo de ligação, a Geologia). Conhecemo-nos (finalmente) em Arouca, no verão de 2010, após eu ter estado 1 semana a “partir pedra” e a descobrir os meus primeiros fósseis paleozóicos (permitam-me a utilização destes nomes estranhos, sim?). Na cabeça dela já estava idealizado, mais coisa menos coisa, o seu doutoramento, e tinha encontro marcado com um dos seus (futuros, na altura) orientadores – que era quem estava a “tomar conta” de nós*. Vai daí já lá vão quase 8 anos… Pelo meio 2 filhos (ela!), uma licenciatura, um mestrado, muitos congressos, muitos dias de campo (os melhores momentos! Poderia escrever um post inteirinho dedicado a este tema!!!!), muitas viagens, muitas experiências culinárias (bem e mal sucedidas), muitas fotografias, este cantinho, … poderia continuar, incluir as lamechices que ela detesta (eu sou um coração mole, que querem que faça?!) … E claro, o Doutoramento da Sofia! Afinal, é isso que celebramos, 443 Milhões de anos depois 😛

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3×30

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Vamos directos ao assunto – se fosse a Sofia a escrever este post, poderia ser um desafio que envolvesse burpees e agachamentos… No meu caso não, o desafio é outro: 3 entradas para impressionar amigos, 30 minutos na cozinha. Impossível? Não! Trust me! Já há muito (demasiado) tempo que não partilho nenhuma receita convosco, por isso hoje partilho não uma, não duas mas três, minha gente, três receitas – e a promessa de que não passarão mais de 30 minutos na cozinha. A “aventura” desta vez começou antes do sol nascer (sim, eu acordo ainda o sol dorme) com uma sms da Sofia a desafiar para um jantar… nesse mesmo dia. Meio ensonada respondo algo como “estás louca”, mas 5 minutos depois respondo algo como “ok, levo o carro, já discutimos os detalhes”. Como de manhã é que se começa o dia (e eu adoro manhãs!), pensei logo em 2 entradas, mas estava bloqueada quanto ao “prato principal”. Se não fossem os miúdos (que têm de se alimentar como deve ser) proporia um jantar de petiscos, mas com eles não podia ser… Felizmente a Sofia disse prontamente que faria o seu hit, polvo à lagareiro, e mais tarde lembrei-me de uma 3ª entrada que gostaria de testar com alguns cobaias: crumble de sardinhas. Sim sim, leram bem, crumble de sardinhas! Curiosos? Não abandonem já o post, que hoje será mais longo e com mais texto que o normal 😉

#viverdevagar

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Perdoem-me a Maria*, a Filipa** e @ car@ leitor, pela falta de originalidade no título deste post (extremamente tardio). Perdoem-me ainda por ser um post diferente, mais pessoal e talvez com mais palavras do que o normal. Chegámos a Agosto (o quê? já?!?!), “meu querido mês de Agosto”, o mês por excelência das férias (não é bem o meu caso…), dos convívios, do regresso da família, de praia, praia, praia! Andamos o ano inteiro a mil (hmmm, acho que este blog é prova disso, basta ver a regularidade na “postagem”), ansiando pelas férias. Férias essas que voam, nem sabemos bem como, e de repente já andamos na azáfama das compras de Natal. Stop. Calma! Inspira, expira, não pira! Já vos disse mais que uma vez o quanto gosto de rotinas, mas sim, vou dar a mão à palmatória, por vezes é bom romper com elas! Este post é a prova disso. E se fossemos jantar um dia destes à praia? Com os orçamentos curtos, decidimos fazer uma salada, comprar pão, presunto & queijo, frutinha, vinho água fresca, frutos secos e bolinhos caseiros. Sair do trabalho/ faculdade, desesperar enfrentar o trânsito de fim de tarde em Lisboa (mas não estava já tudo no Algarve????) e correr pelo areal. Molhar os pés. Estender a toalha. Gritar com os miúdos para não sacudirem as mãos cheias de areia em frente à toalha. Sacar da geleira (à antiga, com certeza!) e “espalhar” comida pela toalha. “Oh Ana tens que virar a comida ao contrário para as fotos terem o mar como fundo!, desculpa lá pá”. Suspirar. Viver devagar, com calma. Fechar os olhos às traquinices dos miúdos. Abrir garrafas, fazer txin-txin (com copos de papel ahahahahah), comer tudo com um toque mais crocante (tempero dos miúdos, perdão, do vento) e sorrir. Descontrair. Esquecer, pelo menos por uns instantes, todos os problemas que ficaram fora da areia. Aproveitar o sol, seguir as pegadas das gaivotas, fazer piscinas e muralhas contra as ondas (recomeçar de novo… e de novo, após mais uma onda), fazer caretas, birrinhas, mas sorrir (logo a seguir). Dar graças por este querido mês de Agosto, tentar vivê-lo com calma, aproveitá-lo ao máximo. Quebrar a rotina. Dar graças pelos amigos que temos, os que vivem longe (e conseguem – ou não – aproveitar o verão para nos dar um abraço) e os de todos os dias. Celebrar a vida. Sorrir. Ser feliz. Com (mais!) calma. Viver devagar.