Os 2 do Romeu/ Romeu’s 2nd Birthday

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Não sei o que é ser tia, mas imagino que a sensação seja mais ou menos esta. Ouvir a mãe refilar sobre a energia sem fim destas pestes, as noites (ainda) mal dormidas, o facto das crianças estarem seeeempre doentes, fazerem asneiras, mas mesmo assim sorrir embevecidamente. Adorá-los, sem saber explicar o porquê. Recordar o dia em que a mais velha nasceu e jamais me perdoar pela ausência no dia em que o pequenito veio ao mundo. É saltar da cama às 8 e pouco da manhã cheia de energia para brincar com eles, mais a “tia” Cristiana, e deixar os pais na ronha. Este poderia ser um post ao nível da Ties, seismaisdois, Grace, Violeta cor-de-rosa, Caco mãe, mas nos próximos anos este blog será exclusivamente dedicado às artes culinárias 😛 (ser tia também é conhecer estes sites e tentar acompanhá-los ao dia, eh eh eh!).

I do not know what it is to be an aunt, but I imagine that the feeling is something like this. Listen the mother cranky about the endless energy of these childs, nights (yet) sleepless, the fact that children are alwaaaaaays sick, make blunders, but still smiling with so much love. Love them, not knowing explain why. Remember the day when the eldest was born and never forgive myself for the absence on the day tthat he little one came into the world. Jump out of my bed at 8am with lot’s of energy to play with them, with “aunt” Cristiana, and leave parents laziness. This could be a post at the level of Ties, seismaisdois, Grace, Violeta cor-de-rosa, Caco mãe, but in the coming years this blog is exclusively dedicated to the culinary arts 😛  (be an aunt is also knowing these sites and try to accompany them to day, eh eh eh!).

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O sunset da Inês/ Inês’ sunset

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A amizade é a força que faz mover o mundo. Não é o amor, não, porque também este precisa de uma amizade sólida por trás. São os amigos, a família que escolhemos, aquel@s que estão lá sempre, que nos apoiam no mather what, que nos incentivam a fazer loucuras, daquelas boas e saudáveis! [Neste momento sou obrigada a fazer um grande parênteses – falo muitas vezes dos meus amigos, mas também adoro a minha família, que é maravilhosa, grande e unida, uma força e apoio incondicional! Nem imaginam como fico de coração cheio cada vez que oiço alguém dizer que adorava ter uns pais como os meus! ❤ ].

Friendship is the force that moves the world. It is not love, no, because love also needs a solid friendship behind. Are the friends, the family we choose, those who are always there to support us no mather what, which encourage us to do crazy things, those good and healthy! [At this point I have to make a big parentheses – I often speak of my friends, but I also love my family, which is wonderful, great and united, strength and unconditional support! You cannot imagine how my heart feels every time I hear someone say that would loved to have parents like mine! ❤ ].

1º Ano/ 1st Year

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E celebramos um aninho!!!!! Um ano que foi muito mais que a criação de um blog… Foi a necessidade de partilhar convosco as aventuras de viver num país novo, através de muitas experiências numa cozinha… muito desarrumada!

Espero que gostem do novo look do blog, mais clean e simples (design de Mariana Lagarde), onde espero partilhar com vocês mais e mais receitas, mais saudáveis e mais salgadas!

And we celebrate one year old!!!! It was the need to share with you the adventures of living in a new country, through many experiences in the kitchen … very messy!

Hope you enjoy the new look of the blog, more clean and simple (Mariana Lagarde‘s design), where I hope to share with you more and more recipes, healthier and more savory!

Dia 1 – Mentiras? Não, Parabéns!

ImagemUma das coisas que a Faculdade trouxe consigo foi novos e bons amigos, e com eles a vontade de fazer/organizar novamente prendas de anos originais. Quem me conhece há mais tempo sabes que muitas tardes de verão foram passadas com o Jorge a fazer prendinhas para os amigos que celebram o seu aniversário em Setembro, sendo o cumulo as três t-shirts que faziam parte da prenda da nossa Bázinha ^^

Agora crescemos um bocadinho e a vida seguiu em frente, e as “dores de cabeça” para presentes originais prendem-se maioritariamente com os Geólogos! Em particular no mês de Abril, recheado de aniversários! A minha imaginação para estas coisas costuma ser grande, tanto maior quanto melhor se conhecer a pessoa em questão… Desde Março que a Inês, indirectamente, deu o mote, e os e-mails seguiram! Mas o sr dinassaurólogo continuava a ser uma incógnita… Além disso fiquei responsável por tudo, entre outros motivos, devido à distância. Bem, a inspiração surgiu e com ela a ideia de uma festinha surpresa… Graças a todos os meios de comunicação foi muito fácil combinar tudo entre todos, sempre com um grande apoio por parte de terras lusas, incluindo o desejo repetido mais de uma vez da Sofia de ser mosca. Pessoalmente estava cheia de “medo”, e acho que a frase mais escrita em todos os e-mails foi “O Mocho vai-me matar”. Aparecer no seu local de trabalho com um bolo e uma caixa de prendas?!?! O Mocho vai, definitivamente, matar-me!!!

Há que falar do bolo, não é verdade? A ideia sempre esteve concreta na minha cabeça, quanto a isso não houve dúvidas, mas um problema de “logística” (leia-se: massa de bolachas demasiado “mole”) obrigou a ideia a converter-se em algo mais simples. O bolo esteve claro desde o início que seria “o” de amêndoa, sem gemas, pois essas seriam imediatamente convertidas em doce de ovos para recheio!

ImagemFazer o bolo foi fácil, mas a montagem foi super divertida! Após um jantar bem disposto, na véspera, o Ricardo começa a desafiar-me “vá, quero ver isso montado, amanhã já não consigo ver!” e a Sara “Amanhã não tens tempo de montar!” e assim começa a odisseia… Fazer as camadas foi fácil, com o docinho de ovos, não invocassem eles a Geologia! Que são camadas (geológicas), que é o Paleozóico e o Jurássico (com hiatos) e sei lá mais o quê, para pôr falhas e rachas e vá-se lá mais saber o quê!

Como sempre, coberturas são o meu calcanhar de Aquiles… 1ª tentativa: manteiga coalhou… 2ª tentativa (já tinha gasto o açúcar baunilhado no first round) ficou mais ou menos, mas parecia-me que não ia chegar…

A partir daqui foi sempre a descambar… Desde quererem fazer pegadas pelo bolo, ao desejo/ pedido incessante para incluir bivalves e o tom acusatório cheio de brincadeira do Ricardo, afirmando que me estou a vender aos vertebradistas… A ideia da Sara de usar os jellybeans como ovos e coprólitos… Seja feita a vossa vontade (parcialmente, calma!).

ImagemDia D – tudo correu mil vezes melhor que do que eu esperava!!! Óptima recepção, mil e um elogios ao bolo (e às re-apelidadas Dino-Cookies e uma felicidade contagiante! Quem me conhece sabe que não gosto de me gabar e que fico deveras envergonhada com elogios, principalmente de pessoas que não conheço… Mas o bolo estava mesmo bom caramba!! E todos os elogios enchem o coração, e todos os “hmm hmmm hmmmmm” enchem o coração e dão vontade de repetir, de fazer bolos todos os dias, bolachas, idem. E quando a Sara diz, quase às duas da manhã ” ’tás a ver quando eu digo que tenho desejo de bolo de anos? É exactamente como o que fizeste hoje! Eu queria pedir para trazermos uma fatia de bolo para casa, mas sei que voltas a fazer um bolo assim, só com um andar e recheado de doce de ovos!”… Palavras para quê?? ❤

ImagemO sr dinassaurólogo tem sido, nestes meses, uma pessoa fundamental para o nosso Erasmus e para a nossa vida em Madrid. Apesar de ser o mais “refilão” que conheço, apesar de nuuuunca elogiar a nossa comida (a Sara cozinhou para ele uma vez e recusa-se a repetir o feito), está cá sempre! E come, e repete! E pede dicas de culinária. Foi aqui há tempos um feliz contemplado com uma incrível tábua de cozinha, e embora o negue, sabemos que lhe dá uso!! Quem mais para usar e abusar (e irritar[-nos]) da palavra LOL, dos emoicons do whatsapp, para me ensinarem política (não se nota nadaaaa que puxam a brasa à sardinha)… Quem mais para nos dar a conhecer cantos e recantos daquela que é esta cidade linda… Quem mais para nos aturar em altura de testes/ exames e nos tirar de casa (muitas vezes contra vontade da Sara)… Quem mais para nos fazer rir, e rir, e rir, e alegrar-nos quando estamos mais em baixo? Quem mais para falar connosco de assuntos tabu, if you know what I mean, ah ah ah! Quem mais para nos mostrar ossos com uma data de milhões de anos? Quem mais para dar apoio quando o mundo parece que vai desabar e cair em cima de nós… (E podia continuar, mas já chega, senão o ego não lhe cabe no peito!)

Gostamos muito de ti Mochinho ❤

 

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Happy Cookies & Cakes

HMK

Não há Geólogo que não goste de uma boa refeição! Por muito que gostemos de estar em campo, levar uma sandocha e um suminho, mal regressamos à “civilização” vamos logo procurar uma jola e um petisco (bem, eu dispenso a jola, como bem sabem). Pois é, sou (quase) Geóloga mas desde sempre que gosto de cozinhar. Principalmente no Natal e Páscoa, adorava ajudar a minha mãe na cozinha. Quando era pequena, lembro-me que adorava ir com a minha mãe comprar massa de pão crua e levedada, chegar a casa, fazer molho de tomate, cortar uns cogumelos com cuidado, fiambre, queijo ralado e aguardar ansiosamente à frente do forno por uma pizza maravilhosa (curiosa esta ASAE… lembro-me de comprarmos muitas vezes “carcaças” cruas nos supermercados e algumas pastelarias, vendia-se muito massa crua para fazermos, por exemplo, pizzas em casa… agora é proibido). Com uns aninhos mais, os bolos de aniversário da família começaram a ficar por minha conta, algumas das sobremesas… No verão, com as férias e sem “nada para fazer”, preparava alguns dos jantares, sempre com o cuidado de dispor a comida no prato com algum sentido, tentando imitar os chefs que conseguem tornar um simples prato de bife com batatas fritas e ovo a cavalo numa verdadeira obra de arte. Mas a minha predilecção sempre foi a parte da doçaria (e honestamente aquela que sempre me saiu melhor). Sem querer fazer publicidade a nenhuma marca (não me pagam para isso e, neste caso, passa-se exactamente o contrário!), a chegada da Bimby mudou a minha cozinha. Sou muito gulosa por bolachas, mas só tinha feito bolachas em casa no máximo duas vezes, pois a minha mãe passava-se: o processo de amassar, no meu/ nosso caso, implicava farinha voadora pela casa toda!! Pois é, com a Bimby o processo de amassar ficou muito facilitado! Comecei a experimentar algumas receitas simples de bolos, bolachas e sobremesas e a levar como sobremesa para a Faculdade (creio que as areias foram as primeiras de todas). As críticas eram sempre positivas, mesmo que pessoalmente não gostasse do aspecto (99% das vezes, embora o sabor fosse bom). Por vezes o problema residia na textura… Muito duro, muito esfarelado, muito cru, demasiado esturricado… Sim, sou muito crítica comigo própria! Ultimamente o mundo culinário tem-me deixado mais completa e feliz que a Geologia… Continuo a contribuir activamente para os aniversários de família e agora, cada vez mais, de alguns amigos; por sorte já consegui vender algumas das minhas bolachinhas e nesse mesmo dia depositaram em mim um grande voto de confiança: fazer 2kg de bolachas para a casa da noiva, antes do grande casamento! Tenho de deixar aqui um enorme agradecimento às duas senhoras que o possibilitaram!!!

Neste momento estou em Erasmus, em Madrid, a terminar a minha licenciatura. Os meus maiores críticos gastronómicos ficaram em Lisboa e Estremoz, e agora só podem “comer com os olhos”. Mas não consigo estar parada, e como tal todos os sábados faço algo para todos cá em casa (impus esta regra a mim mesma, só aos sábados; comigo vivem a minha colega, um professor de espanhol, um engenheiro aeroespacial e um advogado) – e a recepção tem sido muito positiva, as críticas idem!

Espero igualmente que este blog tenha uma boa recepção, provavelmente no início só para os amigos mais próximos, mas quem sabe se neste momento não estará alguém a ler que não faça a mínima ideia de quem sou! Podem-se rir com os desastres culinários, experimentar as receitas (faço sempre algumas pequenas alterações e dou sempre alguns truques), ler algumas curiosidades… Se quiserem encomendar alguma coisa, nada me deixaria mais feliz! Mas neste momento não garanto que os envios de Madrid para Portugal corram muito bem!!

Sugestões, dúvidas, críticas – escrevam-me! Terei todo o gosto em ler!