#viverdevagar

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Perdoem-me a Maria*, a Filipa** e @ car@ leitor, pela falta de originalidade no título deste post (extremamente tardio). Perdoem-me ainda por ser um post diferente, mais pessoal e talvez com mais palavras do que o normal. Chegámos a Agosto (o quê? já?!?!), “meu querido mês de Agosto”, o mês por excelência das férias (não é bem o meu caso…), dos convívios, do regresso da família, de praia, praia, praia! Andamos o ano inteiro a mil (hmmm, acho que este blog é prova disso, basta ver a regularidade na “postagem”), ansiando pelas férias. Férias essas que voam, nem sabemos bem como, e de repente já andamos na azáfama das compras de Natal. Stop. Calma! Inspira, expira, não pira! Já vos disse mais que uma vez o quanto gosto de rotinas, mas sim, vou dar a mão à palmatória, por vezes é bom romper com elas! Este post é a prova disso. E se fossemos jantar um dia destes à praia? Com os orçamentos curtos, decidimos fazer uma salada, comprar pão, presunto & queijo, frutinha, vinho água fresca, frutos secos e bolinhos caseiros. Sair do trabalho/ faculdade, desesperar enfrentar o trânsito de fim de tarde em Lisboa (mas não estava já tudo no Algarve????) e correr pelo areal. Molhar os pés. Estender a toalha. Gritar com os miúdos para não sacudirem as mãos cheias de areia em frente à toalha. Sacar da geleira (à antiga, com certeza!) e “espalhar” comida pela toalha. “Oh Ana tens que virar a comida ao contrário para as fotos terem o mar como fundo!, desculpa lá pá”. Suspirar. Viver devagar, com calma. Fechar os olhos às traquinices dos miúdos. Abrir garrafas, fazer txin-txin (com copos de papel ahahahahah), comer tudo com um toque mais crocante (tempero dos miúdos, perdão, do vento) e sorrir. Descontrair. Esquecer, pelo menos por uns instantes, todos os problemas que ficaram fora da areia. Aproveitar o sol, seguir as pegadas das gaivotas, fazer piscinas e muralhas contra as ondas (recomeçar de novo… e de novo, após mais uma onda), fazer caretas, birrinhas, mas sorrir (logo a seguir). Dar graças por este querido mês de Agosto, tentar vivê-lo com calma, aproveitá-lo ao máximo. Quebrar a rotina. Dar graças pelos amigos que temos, os que vivem longe (e conseguem – ou não – aproveitar o verão para nos dar um abraço) e os de todos os dias. Celebrar a vida. Sorrir. Ser feliz. Com (mais!) calma. Viver devagar.

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*Maria é autora do blog seismaisdois (do qual a Sofia é fã, ainda esta família não era constituída por “seis” 😉 )e do maravilhoso livro Viver Devagar. **Filipa é autora do blog Slower e da introdução do livro da Maria. Ambas propuseram em Julho o desafio #viverdevagar – espreitem os seus blogs para mais inspiração. E aproveitem o verão, todas as estações do ano, com os amigos e a família! Descompliquem, quebrem a rotina, sorriam mais, sejam felizes!

Cuco, chegámos! {Babyshower}

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Recebemos o convite para organizar este babyshower em plenos preparativos para o EJIP. Estávamos a mil, com uma tese para terminar (ela) e uma viagem marcada (eu). Mas não podíamos dizer que não. O “não” estava 100% fora de questão. Porque esta família merece. Por toda a sua simpatia, carinho e confiança que têm em nós. Porque o nosso coração ficou tão cheio durante o babyshower do Afonso (lembram-se?), que imediatamente respondemos SIM!, vamos organizar o babyshower para as duas Cuco que estavam prestes a chegar! E claro, foi uma desculpa para conhecer o Afonso, eh eh eh! Não foi difícil chegar a um tema, se é que podemos chamar assim. Foi o 1º babyshower para gémeas, que contam já com um mano mais velho. Duas coisas estavam claras desde o início: apesar de gémeas, são dois seres diferentes, e isso teria de estar em destaque; e claro, queria o irmão envolvido de alguma maneira. Resultou daí a ideia desta grinalda de fotografias, onde os futuros papás, o mano e a (bis)avó teriam de estar em destaque. Tudo o resto girou à volta dos Cucos, ou não fosse este o apelido da família! Tudo rosinha, mimoso, flores a dar o seu ar de graça, petiscos, alegria, família e amigos! Que mais se poderia pedir? 🙂 Desejamos aos Cuco a maior felicidade deste mundo ❤

ALGUMAS PALAVRAS SOBRE O XV EJIP (II)/ A FEW WORDS ABOUT XV EJIP (II)

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Programas o despertador para as 6:30 da manhã. Acordas meia despassarada pelas 6h e a pensar “Massa a levedar! Tenho que ir pôr a massa a levedar”. Repeat. 3 manhãs assim! 1 ice-breaker. 4 coffeebreaks. 100 pessoas. 1 forno. 3 pares de mãos (um do quais praticamente limitou-se a lavar loiça, tarefa inglória mas tão tão tão essencial – mil vezes obrigada!). We can do it! Acordar com uma dose incrível de adrenalina. Isso sim. É a melhor palavra para descrever a sensação de enorme responsabilidade que tinha aos ombros! Quem corre por gosto não cansa, bem sei, pelo que conseguimos colocar num local bem recôndito da mente o nervoso miudinho de algo correr mal. E felizmente, modéstia à parte, foi um sucesso!!!!! Se já sei que há ex-libris que não podem faltar (como a trança de Nutela, cujo melhor elogio poderá ter sido “isto é a segunda coisa melhor do mundo, a seguir ao ‘acto de fazer bebés’ ” [linguagem adaptada aqui ao blog, que isto é para todas as idades!]), arrisquei e decidi experimentar receitas pela 1ª vez. Aprovadas pela maioria dos Paleontólogos presentes, digo eu, ao deparar-me com pratos vazios (algo que me enche o coração!). 

Algumas palavras sobre o XV EJIP (I)/ A few words about XV EJIP (I)

IMG_0203EJIP?! Será que ela queria dizer Egipto (sim sim, com o antigo acordo ortográfico!)? Não. EJIP – Encontro de Jovens Investigadores em Paleontologia. Paleo-quê? Essas imagens não mostram grandes petiscos aprovados pela dieta paleo!!!! 😛 Grosso modo podemos resumir os Paleontólogos como um tipo de Geólogos ainda mais maluquinhos que estudam fósseis – caro leitor, tenho de admitir que me insiro neste grupo!!! E não, caro leitor, não, isto não se resume a dinossáurios – esses pobres são apenas uma ínfima parte de todos os organismos que outrora pisaram ou nadaram (ou voaram!) neste nosso planeta azul. Ora o EJIP é um congresso que reúne os mais Jovens Investigadores (ou não tão jovens) ibéricos (e não só!), onde durante 3 dias se partilham as mais recentes descobertas realizadas. Este congresso vai já na sua 15ª edição, sendo esta a 2ª realizada em território português. Foi com muito prazer (e uma certa dose de loucura) que aceitei fazer parte deste grandioso comité da organização… e claro, encarregar-me da parte gastronómica! 

Um babyshower inspirado em balões de ar quente/ Hot air balloon themed babyshower

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Em Dezembro, no aniversário da Violeta, a Patrícia (amiga da Sofia) falou-me por alto na possibilidade de vir a organizar um babyshower em Janeiro. Et voilà! Todo o processo foi muito dinâmico, fluido, com troca de ideias e acima de tudo uma grande confiança em mim (e nos tachos, salvo seja!). Não sabia ao certo qual seria o resultado final, mas tinha uma certeza: os balões de ar quente seriam o fio condutor da festa! E meti na cabeça que iria improvisar um balão de ar quente; que queria um balão de ar quente ao lado da mesa!!!! Todo o processo foi um tremendo desafio, com todas as ideias a falhar… Até que o meu pai pegou em trapilho e começou a fazer macramé. Vai daí, o resultado está à vista 🙂 Que este seja o início de uma maravilhosa aventura para o Afonso e família. Que seja uma aventura que os leve a explorar o mundo, com todo o amor, carinho e alegria! 

Os 5 da Violeta/ Violeta’s 5th Birthday

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Já sabem o quanto adoro esta miúda! Há um ano atrás foi assim a festinha, lembram-se? 🙂 Este ano foi tudo um pouco-mais-a-correr, e como tal, uma mesa mais simples. A casa encheu-se de crianças (Nove!!!!!, exclamou a Sofia, NOVE!!!), a correr, a saltar, a gritar, cheias de energia, perdão, alegria, alegria! Adoro crianças, adoro o som de crianças a gargalhar, não há nada mais puro e inocente!

You already know how much I love this girl! A year ago this was her party, do you remember? 🙂 This year we didn’t have much time to prepare it, and as such, I prepared a simpler table. The house was filled with children (Nine!!!!!, Sofia exclaimed, NINE [children]!!!), running, jumping, screaming, full of energy, I mean, joy, joy! I love children, I love the sound of children laughing, there is nothing more pure and innocent!

Coffeebreak VI CJIG, Estremoz

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É sempre para mim um prazer voltar a Estremoz (podem reler aqui um post dedicado ao tema). Sinto-me em casa. Rever velhos e novos amigos, colegas, e claro, explorar o mercado de sábado 😛 Desta feita, o motivo da minha visita foi o VI Congresso de Jovens Investigadores em Geociências, onde tive o enorme orgulho de, pelo 2º ano consecutivo, ficar responsável pelos coffeebreaks (o único registo do ano anterior aqui)!

It is always a pleasure for me to come back to Estremoz ( you can read here a post dedicated to the theme). I feel at home. Reviewing old and new friends, colleagues, and of course, exploring the Saturday’s market 😛 This time, the reason for my visit was the VI Congress of Young Researchers in Geosciences, where I was very proud to be responsible, for the 2nd consecutive year, for the coffeebreaks (the only photo from last year here)!

Água/ Water

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Começo este post com uma reflexão: já imaginaram a vossa vida sem água? Não me refiro às necessidades básicas de qualquer ser vivo, mas imaginam a vossa vida sem água a sair da torneira? Este bem tão precioso, que é tão banal nas nossas vidas, ao qual raramente damos o devido valor? Pois é. Às vezes é preciso parar um bocadinho para pensar. Pensar que os nossos avós e até talvez mesmo os nossos pais não tenham nascido nem crescido com este gesto enraizado, o de abrir a torneira e voilà: água corrente. Nos acampamentos de Escuteiros aprendemos a gerir a água. Se a queremos, temos de a ir buscar ao ponto de água mais próximo e “alapar” monte cima (ok, pode ser terreno a direito) com os jerricans (seja de 5, 10, 20 ou 30L, como tantas vezes carreguei!). Aprendemos o quanto custa carregar esta água (ainda falam no peso do ouro…), e como tal, aprendemos a geri-la e a poupá-la ao máximo. O problema é que muitas vezes esta consciência “voa” assim que pomos o pé dentro de casa e corremos para a banheira…

I’ll begin this post with a reflection: have you ever imagined your life without water? I’m not referring to the basic needs of any living being, but do you imagine your life without water coming out of the tap? This precious water, which is so banal in our lives, to which we seldom give due value? Yeah. Sometimes you have to stop a little to think. To think that our grandparents and perhaps even our parents were not born or grown up with this gesture rooted, that of opening the tap and voilà: running water. In the Scouts’ camps we learned to manage the water. If we want it, we have to go to the nearest water point and carry it up the hill (ok, it can be straight on) with the jerricans (no matter if it is 5, 10, 20 or 30L, as I have so often carried!). We learn how much it costs to carry this water (they still speak of the weight of gold …), and as such we learn to manage it and spare it to the fullest. The problem is that usually this awareness “flies” as soon as we put our foot at home and run to the bath…

Torcidinhos de abóbora | Pumpink Twisted

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Eu sei. Eu sei. Por Lisboa continuam 30ºC, e faltam 2 dias para Novembro… Como é que isto é possível?! Eu, amante do inverno, do frio e da chuva, estou oficialmente em mood Outono-Inverno, com o forno ligado, batatinhas doces a assar, castanhas, abóbora, romãs, oh, as romãs, como as adoro! Numa das nossas últimas viagens ao Alentejo trouxemos uma abóbora da horta, e o meu desejo para fazer uns cinnamon buns transformou-se nestes torcidinhos, ao ver esta história (já conhecem esta aplicação? Para mim, está a tornar-se tão viciante quanto o Instagram :P).

I know. I know. We still have 30ºC in Lisbon, just 2 days ahead to november… How is this possible?! I am a winter lover, all the cold and rain… Well, I’m officially in autumn-winter mood, with the oven on,  roasted sweet potatoes, chestnuts, pumpkins, pomegranates, oh, pomegranates, I love them! In one of our last trips to Alentejo, I brought a pumpkin from the garden, and my wish to bake some cinnamon buns became pumpkin knots, when I saw this story (do you already know this app? For me, it is becoming as addictive as Instagram :P).