Cheiro a Primavera/ The smell of Spring

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Para quem me conhece, sabe que a Primavera é recebida, por mim, com um sentimento dúbio – por um lado, a tristeza de dizer adeus aos dias frios, que eu tanto gosto; por outro, a chegada de dias cheios de luz, flores, vestidos e casacos leves! Num dia chuvoso como o de hoje, damos já as boas-vindas a esta estação cheia de amor!

For those who know me, they know that spring is received, for me, with a dubious feeling – on the one hand, the sadness of saying goodbye to the cold weather, that I love; on the other, the arrival of days full of light, flowers, dresses and light jackets! On a rainy day like today, we welcome to this season full of love!

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Mas quem é que gosta de Dinos??/ But who likes Dinos??

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Sou uma Geóloga a especializar-me em Paleontologia (vou ignorar todos aqueles que semicerraram os olhos e pensaram “Paleo-quê?”). Mas perdoo-vos. Até ao 7º ano também não fazia ideia que raio era isto. Mas no 7º ano conheci o Professor Carlos Ribeiro (não aquele em quem os Geólogos portugueses pensaram imediatamente – se fosse esse, neste momento a Sofia estaria casada com o Nery Delgado). E o Professor Carlos Ribeiro é um professor-geólogo, não um professor-biólogo. Se me deixarem, vou culpar os professores-biólogos pelo pouco carinho que os alunos adquirem pela Geologia. Até ao 7º ano eu, menina aplicada-de-óculos-na-primeira-carteira-da-sala-de-aula queria ser Professora. A partir do 7º ano, decidi que ia ser Geóloga. No secundário, conheci a Rocha-Mãe. Que mais poderei acrescentar quando uma professora-geóloga se apresenta aos alunos desta forma? Apenas que não me lembro dela sem um sorriso. Que não me lembro de uma aula em que não nos tenhamos divertido e aprendido. Pelo meio conheci aquela que para mim é a maior Paleontóloga de Portugal (sei que vais escrever alguma coisa nos comentários, visto seres o único ser vivo à face da terra que lê isto – para ti: cala-te!). No curso de Geologia conheci muitas pessoas, todas muito diferentes. Alunos, professores, investigadores. Ganhei amigos e inimigos – para a vida. No 3º ano (sim, ainda é um curso que vai sobrevivendo aos horrores de Bolonha e mantém 4 anos!) começam as dúvidas… as desilusões… a desmotivação. O Erasmus não resolveu estes problemas na totalidade, mas sem ele este blogue (que apenas tem uma leitora, cof cof) não existiria. E assim chegamos a estes bolos… e ao mestrado de Paleontologia Avançada, em Madrid. Neste mestrado somos tão-só 14 alunos. 2 deles têm idade para ser meus avós e  atitude para serem meus irmãos. Dos restantes, 5 são biólogos e os demais geólogos. Uma é portuguesa, uma vem de Bilbao, uma de Granada, outra de Salamanca, outra de Cuenca, um de Alicante, um de Ciudad Real, um de Cercedilla e os demais são de Madrid. Ao contrário do que possam pensar, estamos juntos um dia por semana: à quinta-feira. Somos cada vez mais ultra super mega especializados em algo e o mestrado reflexa um pouco isso. Existem 2 ramos, o de Vertebrados e Ecossistemas Terrestres e o de Invertebrados e Ecossistemas Marinhos, de longe o melhor. Como a maioria discorda comigo, a maioria das aulas que tenho limitam-se a 5 pessoas numa sala de aula – sendo a 5ª a professora! Assim sendo, imaginem o único dia da semana em que temos aulas todos juntos (este semestre apenas temos uma disciplina comum aos dois ramos: Património), 4h seguidas durante a tarde (tempo para imaginarem…………………). Com isto tudo queria apenas dizer que serei a pior Paleontóloga de todos os tempos. Nunca gostei de dinossáurios, nem em criança. Ainda não lhes acho piada (desculpa, Pedro!). Nunca vi o 3º filme do Jurassic Park, e até há pouco mais de um ano nunca tinha visto nenhum deles. Mas as quintas-feiras merecem estes bolos – não acham?

P.S. Oferece-se recompensa muito boa em troca de cortador de bolachas em forma de Trilobite – anatomicamente real!

P.S. 2 Aproveitem e conheçam estes meninos (e meninas) e o seu magnífico trabalho 😀 (de nada, Pedro!)

2015

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A um ano novo cheio de sonhos doces e saudáveis.

À família, porto de abrigo, que mesmo longe estão sempre perto.

Aos amigos, a família que escolhemos. Aos amigos de sempre, aos amigos que podemos chatear 24h por dia, aos amigos que nos ensinam, aos amigos verdadeiros, aos amigos que nos sabem ler com um olhar. E aos amigos que a vida ainda nos trará.

A todas as receitas novas, inventadas, re-inventadas, escritas e por escrever, que nos aliciam, nos desafiam e nos saciam.

Às dietas e ao exercício, ao equilíbrio tantas vezes difícil de encontrar!

Às viagens, reais e sonhadas, planeadas e inesperadas, solitárias e acompanhadas, ao desconhecido e aos locais onde sabemos que somos felizes.

Aos cistóides e ao Ordovícico (e às trilobites e até aos braquiópodes, sempre presentes, em termos fossilíferos e pessoais), que nos entendamos bem e sejamos amigos!!!!

À felicidade. Ao amor. À saúde. Ao dinheiro. E a todas as coisas boas da vida.

A vocês, por me seguirem e estarem sempre desse lado a ler, seja lá “esse lado” onde for. Que 2015 seja um bom ano, para todos, em todos os aspectos.

E obrigada. A cada um/a de vós. Por tudo, bom e menos bom. Crescemos e aprendemos todos os dias, e nada disso seria possível sozinhos no mundo ❤

Day by day…

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ImagemÉ este o dia a dia de uma quase-geóloga/ cozinheira-amadora em Madrid. No caos e stress que foi o mês de Janeiro e princípio de Fevereiro, com trabalhos, saídas de campo e exames, com umas experiências culinárias pelo meio. A Trilobite mais sexy do mundo com os seus olhos verdes (quem não gosta de uns lindos olhos verdes??) foi acompanhada por um bolo de limão e sementes de papoila! Pobre coitado ficou “enqueijado” (isto existe realmente?)… 1 semana de campo a Múrcia, Sorbas, Tabernas, Águilas (onde fica a praia) – é sem dúvida em campo, a ver e a tocar nas coisas, que se aprende Geologia! O bicho papão da Tectónica era uma “cagufa” constante, mas foi domado e nunca mais voltará a assustar! Tinha que experimentar algo do livro novo que me ofereceram no Natal, da Susana – não, nunca tinha ouvido falar dela, mas primo a sua ideia de fazer um livro de receitas com a preparação tradicional e a preparação na Bimby!! Espreitem o blog dela, vale a pena!  A minha 1ª experiência com macaroons correu super super bem, desapareceram num instante! Queria muito experimentar os de pistácio (a Sara ia-se babando para cima da revista), mas não tenho instrumento para triturar estes frutos… Uma ida a Portugal pode ser pelas piores razões, mas não se pode dispensar um bom café e um bom pastel de nata!!! E com o dia dos namorados à porta, mesmo solteira, decidi experimentar bombons recheados com caramelo que, modéstia à parte, estão deliciosos! Seguirão para Lisboa 2ªf 😉

Weekend Cookies

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Mais um fim-de-semana de “descanso”, após uma semana recheada de invertebrados do Ordovícico, sondagens, regressões_transgressões_correlações, jazigos de Ni-Cu, ver a pirrotite_pentlandite_calcopirite, as cromites estratiforme e toda a tectónica e estrutural das fronteiras divergentes, riftes continentais e dorsais oceânicas… No meio disto tudo, 5ªfeira a Sara diz: “Ana, o frasco das bolachas está vazio…”

E pronto, deu nisto! As bolachas mais requisitadas aqui em casa são as de chocolate&amendoim, mas eu tinha que experimentar algo novo!! Há uma quantidade considerável de sites, blogs, livros e “facebooks” com receitas, actualmente, mas há um blog (que nunca mais foi actualizado) e que me deixa sempre a salivar. A autora também tem livros, mas esses não os conheço. Por isso, as bolachinhas de Limão&Gengibre eram algo que há muito queria experimentar… Resultado: de todas as que fiz foram as que mais gostei, honestamente, não são nada enjoativas, a quantidade de gengibre é q.b…. Mas misturar tudo à mão foi um pesadelo!! Receita aqui http://www.flagrantedelicia.com/bolachas-biscoitos-e-crocantes/receita-de-bolachas-de-gengibre-e-limao/#more-5720

Quanto às bolachas de M&M’s, têm a sua origem no meu livro novo, de uma das autoras que mais me encanta!! Os livros da Julie (http://thegreatamericancake.blogspot.com.es/) são, sem dúvida, umas das minhas maiores influências e inspirações! Não resisti em mandar vir o seu livro novo de Portugal (um rombo no orçamento!!!) e folheá-lo pelo Metro de Madrid. As fotografias, como sempre, são de deixar qualquer um com água na boca, mas a mim, particularmente, deixam-me com vontade de experimentar, recriar, alterar um ou outro ingrediente e surpreender os amigos! Gosto da simplicidade da sua escrita, dos truques, da partilha daquelas que são, muitas vezes, receitas de família – um dia também passarei a computador aquele caderninho velhinho que a minha mãe tem guardado, com mil e uma receitas deliciosas, que ela faz com tanto amor e carinho!