Água/ Water

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Começo este post com uma reflexão: já imaginaram a vossa vida sem água? Não me refiro às necessidades básicas de qualquer ser vivo, mas imaginam a vossa vida sem água a sair da torneira? Este bem tão precioso, que é tão banal nas nossas vidas, ao qual raramente damos o devido valor? Pois é. Às vezes é preciso parar um bocadinho para pensar. Pensar que os nossos avós e até talvez mesmo os nossos pais não tenham nascido nem crescido com este gesto enraizado, o de abrir a torneira e voilà: água corrente. Nos acampamentos de Escuteiros aprendemos a gerir a água. Se a queremos, temos de a ir buscar ao ponto de água mais próximo e “alapar” monte cima (ok, pode ser terreno a direito) com os jerricans (seja de 5, 10, 20 ou 30L, como tantas vezes carreguei!). Aprendemos o quanto custa carregar esta água (ainda falam no peso do ouro…), e como tal, aprendemos a geri-la e a poupá-la ao máximo. O problema é que muitas vezes esta consciência “voa” assim que pomos o pé dentro de casa e corremos para a banheira…

I’ll begin this post with a reflection: have you ever imagined your life without water? I’m not referring to the basic needs of any living being, but do you imagine your life without water coming out of the tap? This precious water, which is so banal in our lives, to which we seldom give due value? Yeah. Sometimes you have to stop a little to think. To think that our grandparents and perhaps even our parents were not born or grown up with this gesture rooted, that of opening the tap and voilà: running water. In the Scouts’ camps we learned to manage the water. If we want it, we have to go to the nearest water point and carry it up the hill (ok, it can be straight on) with the jerricans (no matter if it is 5, 10, 20 or 30L, as I have so often carried!). We learn how much it costs to carry this water (they still speak of the weight of gold …), and as such we learn to manage it and spare it to the fullest. The problem is that usually this awareness “flies” as soon as we put our foot at home and run to the bath…

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Foi portanto um prazer quando a minha amiga Raquel me convidou para organizar o coffeebreak do 60º aniversário do AIH-GP: Grupo Português da Associação Internacional de Hidrogeólogos & Tributo a Albino Medeiros. Espreitem a página deles 🙂 São os Hidrogeólogos os responsáveis (entre outras tarefas) por descobrir e estudar as massas de água subterrâneas, vulgarmente conhecidas por aquíferos. Pelo menos em Portugal continental, a grande maioria (senão toda) a água que chega às nossas torneiras, provém de um aquífero. Tal como [quase] todos os bens que a Terra nos oferece, estes lençóis de água não se renovam à mesma rapidez com que o Homem “suga” a água, o que num futuro muito próximo trará grandes problemas. Tal como [quase] todos os bens que a Terra nos oferece, a água doce deve ser gerida e não desperdiçada – tenho a certeza que todos vós se lembram de ouvir falar na escola que, embora a nossa Terra seja “o planeta azul”, a percentagem de água doce é ínfima, em comparação com as restantes massas de água. Vamos pois recordar também todos os truques que aprendemos para poupar água, desde o fechar a torneira enquanto se lavam os dentes e nos ensaboamos, aos mais complexos e que fogem das nossas mãos de simples cidadãos. Cada pequeno gesto conta. Acreditem 🙂 E acreditem que a minha amiga Raquel é um exemplo vivo de força de vontade e inspiração, no caminho ao zero-waste. Ela já dá 3 passos de cada vez que eu dou um passinho de bebé, mas faz-me sempre acreditar que esses passinhos de bebé têm igualmente um grande valor para deixar a nossa Terra mais feliz. A nossa casa. E citando o lema do III Jamboree do CNE: “Um planeta para legar!” (sim, tive o prazer de participar, na nossa maravilhosa ilha da Madeira!).

It was therefore a pleasure when my friend Raquel invited me to organize the coffeebreak of the 60th anniversary of the AIH-GP: Portuguese Group of the International Association of Hydrogeologists & Tribute to Albino Medeiros. Look at their page 🙂 Hydrogeologists are responsible (among other tasks) for discovering and studying the bodies of groundwater, commonly known as aquifers. At least in continental Portugal, the great majority (if not all) of the water that comes to our taps comes from an aquifer. Like almost all the Earth’s goods, these bodies of water do not renew themselves as quickly as Man sucks water, which in the very near future will bring great trouble. Like [almost] all the goods that the Earth offers us, fresh water must be managed and not wasted – I am sure you all remember listening in the school that although our Earth is “the blue planet,” the percentage of fresh water is small compared to the other bodies of water. Let us also remember all the tricks we have learned to save water, from closing the tap while brushing our teeth and lathering, to the most complex and fleeing from our simple citizens. Every little gesture counts. Believe me 🙂 And believe me, my friend Raquel is a living example of willpower and inspiration, on the road to zero-waste. She takes three steps each time I take a baby step, but she always makes me believe that these baby steps are equally valuable to make our Earth happier. Our house. And quoting the motto of the 3th Jamboree of the Portugueses Scouts: “A planet to bequeath!” (Yes, I had the pleasure to participate, on our beautiful island of Madeira!).

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O coffeebreak foi muito simples, quer em termos de menu, quer de decoração. O evento teve lugar na Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa (FCT), e como devem calcular pela fotografias, o local não foi escolhido por mim (é caso para dizer, nem tive escolha! – não é o cenário ideal, mas é bastante seguro, ahahah!). As fotografias, um pouco a contra-relógio, como sempre da minha querida Sofia (obrigada!).

  • SALGADOS: focaccia de manjericão e alho, palmiers de queijo e fiambre, folhadinhos de cogumelos.
  • DOCES: bolo molhadinho de laranja, bolo de chocolate, areias e bolachas de chocolate.
  • BEBIDAS: café, chá de cidreira e claro, água!

The coffeebreak was very simple, both in terms of menu and decoration. The event took place in the Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa (FCT), and as you should imagine by the photographs, the place was not chosen by me (it’s not the most beautiful place, but at least it’s safe, ahahah!). The photos, a bit in a hurry, are as always from my dear Sofia (thank you!).

  • SALTY: basil and garlic focaccia, ham & cheese palmiers and little mushrooms’ treats.
  • SWEETS: orange cake, chocolate cake, butter cookies and chocolate cookies. 
  • DRINKS: coffe, tea and of course, water!

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