O acordar de Madrid

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Sim é verdade, fiz(emos) pão e não estou a acampar!!! Foi um sábado diferente… Após muito me desafiar (o Ricardo, claro!), decidi acordar cedinho ao sábado de manhã e conhecer alguns recantos de Madrid com mais ou menos vida, semi adormecidos ou, pelo contrário, se discute e “luta” por livros a 0,20€!

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Ainda que pareça que todos os alfarrabistas têm as suas barraquinhas fechadas ou a abrir, há uma que, pelas 9h e pouco de manhã, tem muita concorrência… O motivo não é para menos: TODOS OS LIVROS A 0,20€!!!!!!! Garanto que se pode encontrar… Tudo!!! De tudo um pouco!!! Em várias linguas, todos os temas, incluindo livros/ revistas para crianças, escolares, enciclopédias e, claro, algo de cozinha!! Trouxe duas por pura curiosidade (e agora arrependimento por não ter trazido as restantes!); em nenhum lado vem informação de ano de publicação, e o Ricardo apostava nos anos 60-70… Claro que isto obrigou a uma pesquisa no nosso “sabe-tudo” Google, e qual não foi o meu espanto quando leio 1939! E qual não é o meu espanto ainda maior quando descubro que estes livros se vendem a 8€ cada um e o das 125 receitas a 18€!!! Compreendem agora o arrependimento por não ter trazido os restantes… Repito, cada um deles custou-me 0,20€!!!!!!

Seguimos para a hortinha onde o Ricardo vai semanalmente deixar os nossos resíduos biodegradáveis e, uma vez mais, foi uma grande surpresa! “Esta es una Plaza” revela-se um espaço super curioso, que vale a pena visitar!

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É uma horta comunitária, que para além dos compustores guarda ainda várias surpresas! Uma delas é o facto de realizarem workshops e actividades para miúdos (e graúdos!), sobre a natureza, ambiente, reciclagem, chaves dicotómicas (têm uma pintura na parede muito gira e simplificada sobre chaves dicotómicas dos insectos)… Têm também um clube de teatro e um espaço onde representam, com “palco” e bancos improvisados. O forno é uma curiosidade que, segundo o Ricardo, funciona mesmo! Para além disso, baloiços aproveitando os ramos das árvores (sim sim, bem mais elaborado do que o do avô preso nas videiras!), a “Casita de los insectos” e pinturas absolutamente fenomenais nas paredes!! E ao tempo que não via uma Joaninha, “avoa avoa que o tê pai está em Lesboa“.

Seguimos por Lavapiés, vendo a cidade acordar. Não me cabe na cabeça as lojas só abrirem sobre as 11h/11h30, pelo que seguimos a pé e “à descoberta”. Cada canto e recanto tem algo que nos surpreende, algo que nos encanta, algum pormenor que nos fascina. Lembro-me de quando cheguei a Madrid o Mocho me dizer “Lavapiés é o ‘nosso’ Martim Moniz, onde todas as culturas se encontram”; na realidade, ao início, Lavapiés pareceu-me detestável e pouco seguro, mas hoje em dia é um dos recantos em Madrid que adoro, e quando se discute “onde vamos sair esta noite?”, a resposta é quase quase sempre “Lavapiés”!!! Quanto ao Mercado de Lavapiés foi mais uma agradável surpresa! Para além do edifício ser muito bonito e estar muito bem cuidado e arranjado, nada nos prepara para a surpresa que esconde o seu interior: jovens! Pessoalmente o que mais me surpreendeu foi ver jovens! Pequenos empreendedores com a sua banquinha, que não se resume a peixe, frutas e vegetais! Uma banca com fruta, vegetais, massas, arrozes, chás e biscoitos de agricultura biológica… Uma banquinha com brownies, pão e outras delicias hand made (quero quero quero!!! – disse logo: Ricardo, quero abrir assim uma banquinha!!)… Sapateiro como nos tempos antigos… Uma banca com farinhas e leguminosas (onde comprámos a nossa farinha de centeio)… Uma banca de peixe, uma de carne, outra de vegetais… Uma banca de comida grega… Uma banca de vinhos (sim, estava fechada ainda!)… E uma que me encantou (ráis parta a foto que está toda tremida!): livros ao kilo!!!!

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Mais uma paragem em duas lojas de produtos naturais e biológicos e siga para casa! Há um pão para ser feito!!

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A receita é da Inês, não deixem de espreitar o seu (já mais que recomendado) delicioso blog, Ananás e Hortelã !

Ingredientes:
350g farinha de trigo
150g farinha de centeio integral
1 colher (chá) de sal
15g de fermento de padeiro fresco
260 ml água morna
2 colheres (sopa) de mel (na verdade a nossa receita não levou mel, não havia cá em casa!!)
90g de queijo azul
60g de nozes

Preparação
Numa taça colocar as farinhas com o sal e misturar muito bem. Abrir um buraco no centro.
Dissolver o fermento em parte da água morna (não deve estar muito quente para não matar o fermento) e colocar com a restante água (e o mel), no centro. Amassar durante cerca de 10min; ir juntando farinha, se necessário. Depois de amassada, juntar o queijo e as nozes, em pedaços, amassando só mais um pouco para incorporar. Colocar a massa numa taça e tapar com um pano, colocando num local quente e deixando levedar por 60-90 minutos, ou até a massa dobrar em tamanho. Ao fim desse tempo, colocar a massa numa superfície enfarinhada e amassar um pouco, dando depois o formato desejado (em bola ou colocando mesmo num molde, como podem ver nas fotos) e enfarinhando a superfície. Deixar levedar por mais 45 minutos. Pré-aquecer o forno a 200ºC. Preparar um tabuleiro com papel vegetal antiaderente e colocar nele a massa moldada. Levar ao forno até cozer e ficar bem dourado, e ouvir um som oco ao bater no fundo dele. Mais ou menos uns 35-45 minutos.Imagem

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